Quarta-feira, Abril 08, 2009

Alguns dizem: 'sozinho eu não sou nada'
Alguns dizem: 'preciso de você'
Preciso de você!

E eu... Eu não digo nada
Minha vida desaventurada
Minhas linhas todas tortas

E quando vens me quebra ao meio
E quando vens eu já não sou

Se esvai o amor de meu peito latente
Se esvai a vida de minha face
Será que compreendes?

Eu vasculho as entrelinhas...

E tu vens e me parte em duas
Pra que é que serve amar assim?

Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009

Irônia

Sinto frio e sinto medo
E sinto sono, mas não desejo dormir
Sinto dor e sinto solidão

Quero um abrigo, um refúgio!
Carinho, afago, afeto, proteção...
Quero trânquilidade
Paz, silêncio, calmaria, bondade.

Quero encontrar onde estou
Por onde anda minha alma
Meus desejos, quais são?
E o entusiasmo, onde está?

Tudo é barulhento, escuro e frio
Todo movimento é demasiado impessoal
Não há sorriso, ou olhar em que possa apoiar a
necessidade que sinto de segurança

Não há segurança!

O que existe é uma linha invisível e suspensa no espaço
Por onde bamboleiam meus desejos e meus passos

Estremece meu destino e minha vida
Que haverá de até o fim ser vivida
Que demore, ou não tarde a chegar
E que, eu temo!, o que posso vir a me tornar, ou jamais chegar a ser;
Quem me fez chegar até aqui
Pela idéia, a possibilidade de existir
Incapaz de estar em mim

Estou andando na corda bamba à mercê de minha boa vontade.

E o balanço alguém está a balançar
Pela madrugada escura, barulhenta e perigosa
das noites de Porto Alegre
Na pracinha ali em frente
No viaduto ali ao lado
Ninguém vê
Só ouço as correntes gemerem de dor
Alguém que sabe lá Deus o que tem a temer!
E eu aqui achando o mundo grande demais para mim

Irônia!

Alguém poderia me estender a mão?
Pela minha fraqueza faço uma oração
E pela coragem de quem mais nada tem a temer
Que Deus nos faça dormir, tranquilamente protegidos, em seus braços essa noite.


(Amém.)

Terça-feira, Janeiro 27, 2009

Incógnita

Ando procurando aonde estão o meu começo e o meu final
E entre um e outro onde eu estou
-Creio que não estou em nenhum lugar!-
Ando pensando que estou deixando à desejar...
No que eu digo; No que faço; No que sou.
Ando sem norte, ando sem sul
Não sei se avanço ou retrocesso.

Domingo, Janeiro 04, 2009

Era domingo. E ainda é. Era verão. E ainda é. Fazia frio. Era solidão. Lentamente a noite ia chegando lá fora. Há quanto tempo você não está mais ao meu lado... Não sei dizer se é saudades o que eu sinto, acho que é só consideração. Não sei odiar quem tanto quis bem, quem tanto bem sempre me fez. Eu entendo que tudo se acaba e acabou. Já não faz falta. A tempestade há muito tempo já terminou. Lavei minha alma e compreendi que era preciso parar de fingir. Hoje não finjo. Nem me escondo atrás de desculpas. Me sinto livre. Estou aprendendo a voar.
Sinto o vento tocando meu rosto. Abro minhas asas e vôo longe. Em pensamento, em atitudes, em decisões. Ainda vacilo, ainda sinto medo.. Mas estou voando. Estou cada vez mais me transformando na pessoa que gosto de ser. E redescubro que não há no mundo nada mais gratificante que a liberdade, não a de fazer o que se quer apenas, mas a de ser quem se é e arcar com as consequências, e se bancar.
De tudo restou afeto. Não desconsidero nada que tenha vivido. Com cada momento algo eu aprendi. Com cada tombo, cada sorriso, cada abraço, cada despedida, que acabou de uma maneira ou outra, por algum motivo, se fazendo necessária. Tudo me faz ver com maior clareza, depois que eu enxugo as lágrimas e respiro fundo.
Mergulho fundo dentro de mim mesma. É a melhor maneira de encontrar coragem, de encontrar segurança, encontrar tranquílidade. Sou quase sempre mais vulnerável e insegura que gostaria. E sinto medo... Mas estou aos poucos erguendo meus alicerces. E me sentindo mais capaz... capaz de lidar com a solidão, que foi sempre o fantasma mais assustador que encontrei pelo caminho. Capaz de dizer sim e dizer não, cada qual na hora exata de se dizer, sem temer magoar ou decepcionar. Capaz de estar só sem necessariamente me sentir só; Eu não preciso -e nem devo!- estar com alguém para suprir qualquer necessidade de falsa segurança.
É isso. É já janeiro. 2008 já acabou. Foi um ano de reflexão, de encarar de frente minhas fraquezas e não me sentir pior ou menor por causa delas, mas aprender a revertê-las em meu favor. Foi um ano de rompimentos. E mais do que dizer "adeus" a algumas pessoas eu tive de aprender a romper comigo mesma, romper o casulo e deixar que uma Maiara mais forte e mais corajosa 'tomasse' o seu lugar. Um lugar que é todo seu.
Foi um ano de reconhecimento. De lembrar o que esqueci, por medo e puro comodismo. De dizer adeus a tudo que não me fazia bem e tomar em minhas mãos as rédeas da minha vida e ir escrever o meu destino, a minha história. E agora me resta entrar na luta. Estou disposta e animada. Estou livre e sou feliz voando assim...
Livre de casulos. Eu estou aprendendo a voar. E não pode haver no mundo nada melhor.


\o/

MAM 04-01-2009

Segunda-feira, Novembro 03, 2008

buhhhhh ;)

Domingo, Dezembro 02, 2007

Invento cores com as tuas cores;
Relembro cores...
Eram azuis e amarelas,
brilhavam forte e ainda vibra aquela nevoa em mim..
Cor de luar,
era prateado, azul, dourado,j
já desbotado...
As esperanças já não são brancas,
ficou escuro e vázio dentro de mim.
Os beijos foram vermelhos, roxos, fortes, quentes;
escancarado foi meu amor..
desinibido,
desencontrado,
restou quebrado,
cacos no fim.


Ela continua nas mesmas ruas de onde partiu
E nas calçadas fala de amores
É de um cinza pálido o seu pezar.
Ela chorava e se encolhia,
se afogava em suas magoas.
Hoje já não respira amarelo dourado e nem seus beijos são mais vermelhos.
Daquele amor só restou dor
E a dor lhe chega de tantas cores,
lhe cega o olhar,
lhe cala a voz.


O arco-íris já se desfez
restou o céu carregado e cinza.

Segunda-feira, Outubro 08, 2007

queria apenas ser
ser, sem saber..
ser apenas ao menos não deve fazer sofrer..
pensar dói,
sentir dói..
queria sentir o vento,
sentir a chuva,
sentir o sol..
sem doer,
sem querer,
sem saber,
existir somente.


Eu hoje quero falar de uma força estranha que tem tentado interferir na minha vida nos últimos dias. Como se exatamente no momento em que tudo que sempre desejei parece mais perto e possível essa força chegasse para tentar fazer com que eu desista.. com que eu me acomode e pense que assim está bom, que o "conquistado" já é suficiente, que querer mais é pedir muito da existência e da benevolência de Deus, ou do destino. Mas eu não vou me deixar vencer, por mais que eu acabe ficando pra baixo com essa enrgia carregada e negativa que se instalou nesses últimos dias. Mesmo que não seja fácil, mesmo que eu não veja sentido em coisa alguma, eu não vou me entregar assim.. só preciso desabafar de vez em quando. Escrever sempre me ajudou.


MAM